long time no see: lugaralgum | otherwhere

November 10th, 2011

Na próxima quinta-feira, dia 17 de novembro, a partir das 20h, o Marginalia Project abre a exposição da instalação instalação interativa lugaralgum | otherwhere, desdobramento do protótipo Marginalia 1.0 Beta, de 2008.

Criada em parceria com a artista Luisa Horta, lugaralgum | otherwhere fica em exposição no Marginalia+Lab entre os dias 18 de novembro e 18 de dezembro, de quinta a domingo, de 15h às 21h. A entrada é gratuita.

Mais informações no site: lo.marginaliaproject.com

+ + + + + + +

marginalia+lab: acompanhe a cobertura do LABtoLAB

June 7th, 2010

O Marginalia+Lab participa, entre os dias 7 e 11 de junho, do evento LABtoLAB, encontro internacional de laboratórios de arte e tecnologia, organizado pelo Medialab-Prado na Espanha.

A equipe do Marginalia Project – Aline X, André Mintz e Pedro Veneroso – está em Madri para a participação no evento, viagem que foi viabilizada pelo Ministério da Cultura do Brasil através do programa de Intercâmbio e Difusão Cultural.

Acompanhe, no blog do Marginalia+Lab, a série de posts que cobrirão o evento, que promove o encontro de diversos laboratórios da Europa e América Latina para a discussão e compartilhamento de experiências de medialabs nestas localidades.

+ + + + + + +

* site em manutenção

April 26th, 2010

a aparência de nosso blog está um pouco alterada nos últimos dias, em função de pequenos problemas técnicos.

estamos no processo de desenvolvimento do novo site do marginalia project, que em breve estará no ar.

saudações!

+ + + + + + +

um souvenir da aeurásia; marginalia na cidade do méxico

November 27th, 2009
aeurásia in mexico city , photo by cláudio santos

aeurásia na cidade do México

Entre 27 de setembro e 2 de outubro, o Marginalia Project esteve na cidade do México montando a videoinstalação interativa AEurárisa, no evento Transitio_MX03 – Festival Internacional de Artes Electrónicas y Video – Autonomías del Desacuerdo.

Karla Villegas, diretora artística do Transitio_MX, aponta que nesta terceira edição, o evento “se esforça por estabelecer um espaço interativo, que promove encontros e diálogo entre distintas tendências na arte eletrônica de seu próprio local de produção, loco, conformando uma cena de práticas localizadas”. Workshops, clínicas, foruns, exposições internacionais e um simpósio estão agregando pessoas de todo o mundo na cidade do México para mostrar projetos e discutir assuntos relacionados a arte e tecnologia.

O evento se espalha pela cidade, ocupando diversos espaços entre 1º e 10 de outubro. Laboratorio Arte Alameda sedia duas exposições internacionais: Dense Local [curada por Eduardo de Jesus e Gunalan Nadarajan], com instalações de Alice Micelli [Chernobyl Project], Edgar Endress, e outros, e From Insile to Exile. Are we all outsiders? [curada por Arlindo Machado e Araceli Zúñiga] exibindo mais de 30 obras de videoarte de Francis Alÿs, Jorge La Ferla, Éder Santos, Marcellvs L., e outros.

No Centro Nacional de las Artes e na Fonoteca Nacional pode ser visto o trabalho Musical Kettle de Yuri Suzuki, Paper Piano, de Nova Jiang’s, entre outros trabalhos de diversos artistas. O público também pode participar de workshops, foruns, clinicas e do simpósio.

Neste evento, AEurásia foi convidada a integrar a exposição internacional Dense Local, curada por Eduardo de Jesus e Gunalan Nadarajan, que está no Laboratorio Arte Alameda, na cidade do México, até dezembro de 2009.

setting up the installation . photo by cláudio santos

montando a instalação

Seguindo a premissa curatorial do evento de trazer “a questão da cultura a um contexto global” – assim sugerindo uma redefinição em curso dos termos local e global -, os curadores de Dense Local declaram que “hoje estamos experienciando novos territórios com novas formas de presença (Weissberg), onde nosso senso imediado de lucar é, com freqüência, uma construção dinâmica que é formada por múltiplas referências, tanto locais quanto globais. Com esta reconfiguração, nós estamos numa situação de contrapor a noção de ‘território-rede’ em que há uma noção de território dispersa e interpenetrada espaçotemporalmente contra a lógica convencional de ‘território-zona’, que é policiada por fronteiras, leis e noções nacionalistas de nação-estado e integridade territorial. A noção de ‘territórios-rede’ é também intimamente aliada a resgatar o ‘local’ como mediador ativo e locus, mais que como um cenário para a globalização”.

Estudando diversos locais da perspectiva de turistas, os criadores da AEurásia – Alessandra Soares, André Amparo, Cláudio Santos e Fernando Maculan – gravaram imagens de vídeo ao longo de anos figurando ocorrências inusitadas, monumentos, pequenos documentários de muitas culturas apresentando terras estrangeiras que eles visitaram da forma como as vieram. Para conformar esta instalação, registros locais foram justapostos em contraste com lugares selecionados em Belo Horizonte: encontrando pequenos traços de diversos países dentro das fronteiras de uma cidade. AEurásia: um continente imaginário; um território suspenso no qual Japão e um jardim inspirado pelo Japão são colocados lado a lado complementando um ao outro por conexões visuais e metafóricas:as imagens inicialmente gravadas servindo de base para o encontro de similaridades no ambiente local, sua própria cidade; procurando detalhes que chamam sua atenção. Depois de visitar a AEurásia, o visitante pode levar consigo um cartão postal, um souvenir que registra sua presença em um ambiente fragmentado.

souvenir from AEurásia

souvenir da AEurásia

Em 2008 o Marginalia Project foi responsável por desenvolver o sistema de softwares que lida com a produção e distribuição online destes cartões postais, removendo o visitante do ambiente físico e colocando-o em uma das mais proeminentes atrações turísticas da AEurásia. Para esta montagem particular da instalação, aprimoramos o sistema de chroma key [AESoulCaptor chega à versão 2.1] para criar montagens fotográficas mais suaves e maior eficiência na resposta do sistema, produzindo uma experiência ainda mais interessante para o público.

chroma system

sistema de chroma key

Trabalhando até tarde diariamente não nos impediu de descobrir as ruínas do Templo Mayor – emergindo do chão em meio a esta metrópole caótica -, de assistir à luta sem precedentes entre Mistico, Ultimo Guerrero e Black Warrior contra Yujiro, Naitoh e Okumura para o Campeonato Mundial de Lucha Libre, e de beber tequila cercado por uma horda de mariachis aterrorizantes. Nossas deambulações nos levaram da Plaza de la Tecnología à banca de um vendedor ambulante na qual o melhor milho do México é cozinhado e coberto por uma mistura de maionese, queijo e chilli.

Você pode checar o Flickr da AEurásia para ver as últimas fotos enviadas pelos visitantes do Transitio_MX. Para maiores informações nesta obra e melhor descrição técnica do sistema de software, veja este post de nossos arquivos.

souvenir from aeurásia

souvenir da AEurásia

+ + + + + + +

anamorfose i em recife

October 7th, 2009

continuum

O Marginalia Project está atualmente em Recife/PE trabalhando na montagem da instalação Anamorfose I no Continuum – I Festival de Arte e Tecnologia do Recife. A instalação estará aberta para visitação de 8 a 18 de outubro na Torre Malakoff, no Recife Antigo.

Em sua primeira edição, a programação do festival é bem ampla e interessante, com exposições, seminários e workshops. Também de Belo Horizonte, Fred Paulino apresentará a instalação Conto Concreto e Rodrigo Minelli apresenta a palestra “Apropriação Artística das Mídias Móveis” na quinta-feira, dia 15/10.

Em breve publicaremos mais detalhes.

+ + + + + + +

frame seductions – teaser

October 7th, 2009

Frame Seductions é uma video-instalação interativa de Pierre Proske, na qual André Mintz, integrante do Marginalia Project, colaborou no workshop Interactivos? Lima ‘09 , realizado na Escuelab, em Lima, Peru, no início deste ano. Ela usa interação por rastreamento de face para alterar o enquadramento de uma imagem de vídeo panorâmica, permitindo a exploração do vídeo para além de seu quadro inicial.

Pierre recentemente melhorou o software e disponibilizou uma curta demonstração no vimeo.

+ + + + + + +

aeurásia está no méxico

October 7th, 2009
Laboratorio Arte Alameda - Transitio_MX03

Laboratorio Arte Alameda - Transitio_MX03

A instalação audiovisual interativa AEurásia – para a qual o Projeto Marginalia desenvolveu um sistema de softwares – está em exibição no Laboratorio Arte Alameda, Cidade do México, entre os dias 3 e 10 de outrubro. A mesma participa do evento Transitio_MX03 – Festival Internacional de Artes Electrónicas y Video – Autonomías del Desacuerdo, tendo sido convidada para integrar a mostra internacional Dense Local com curadoria de Eduardo de Jesus e Gunalan Nadarajan. Ainda nesta mostra, exibem seus trabalhos: Alice Micelli, Edgar Endress e Ashok Sukumaran.

O Projeto Marginalia esteve no evento entre 28 de setembro e 2 de outubro para a montagem da obra e atualização do sistema de softwares que controla a porção interativa da mesma. Postaremos em breve mais detalhes sobre nossa participação no evento.

+ + + + + + +

marginalia no siana brasil 2009

July 3rd, 2009

Anamorfose I no Siana Brasil 2009

Do dia 30 de junho ao dia 12 de julho, o Projeto Marginalia participa do Siana Brasil 2009 [Semana Internacional de Artes Digitais e Alternativas], a versão brasileira do renomado evento francês em sua primeira versão fora da França, realizado na cidade de Belo Horizonte. Na exposição coletiva do Palácio das Artes, o Marginalia apresenta a instalação Anamorfose I, uma segunda versão instalativa do projeto Anamorfoses Cronotópicas, desenvolvido ano passado pelo grupo. Nesta exposição, foi construída uma porta para sua montagem, em referência à parte mais popular do vídeo de demonstração apresentado ano passado no vimeo.

Estamos conhecendo pessoas e trabalhos muito bacanas. Muito obrigado à organização e à coordenação artística do festival pela oportunidade!

+ + + + + + +

anamorfoses cronotópicas na escola guignard

June 21st, 2009

O Marginalia participou no início de junho da exposição coletiva da Amostra de Vídeo Guignard, uma semana dedicada a projetos de vídeo da Escola Guignard, escola de artes da Universidade Estadual de Minas Gerais, em Belo Horizonte. A mostra teve todos os tipos de projetos interessantes de instalações e perfomances a documentário e vídeos experimentais, e foi organizada por alunos da instituição.

Na galeria da escola, o Marginalia apresentou uma versão instalativa simples do seu software popular Anamorfoses Cronotópicas, desenvolvido há aproximadamente um ano, em 2008, logo se tornando um hit do Vimeo, através de seu vídeo de demonstração. Para esta exposição, o software foi adaptado às bibliotecas do Open Frameworks, ganhando processamento de vídeo mais rápido através das vantagens da linguagem C++. Com um computador com webcam e um projeto, o público pôde interagir com o sistema em tempo real e distorcer a si mesmos na imagem projetada.

Obrigado, Nairza, pelo convite, e a todos os outros que trabalharam na escola para fazer isto acontecer.

+ + + + + + +

marginalia além dos andes: Interactivos? Lima ‘09

May 19th, 2009
Fotografia still do vídeo de Frame Seductions, de Pierre Proske [Foto: Federico Andrade]

no último mês de abril, estive presente como colaborador, representando o projeto marginalia, no workshop Interactivos? Lima ‘09 Magía e Tecnología [Mágica e Tecnologia], realizado na capital peruana numa parceria entre o Medialab-Prado, de Madrid, o Centro Cultural España en Lima e o Escuelab, um espaço muito bacana, recém inaugurado no centro de Lima, para desenvolvimento criativo de tecnologias. foi neste espaço, idealizado e coordenado pelo grupo peruano ATA – Alta Tecnología Andina, que fomos recebidos entre os dias 13 e 28 de abril para a realização do workshop.

o Interactivos? é um projeto desenvolvido já há alguns anos pelo Medialab-Prado como um laboratório temporário e itinerante para desenvolvimento de projetos criativos de base tecnológica. já tendo sido realizado em cidades como Madrid, Cidade do Mexico e Nova York, em abril ele veio pela primeira vez à América do Sul, com a coordenação de Marcos García e Laura Fernández, do Medialab-Prado; a produção de Mónica Cachafeiro, também do Medialab; e tendo como professores Diego Diaz e Clara Boj [Espanha]; Julian Oliver [Nova Zelândia]; e Kiko Mayorga [Peru].

A estranha paisagem desértica do litoral peruano.


no início do ano foram abertas inscrições para todo o mundo de projetos para serem realizados nas duas semanas de laboratório. foram selecionados oito propostas e, em seguida, abriram-se as inscrições para colaboradores interessados em trabalhar em algum ou alguns dos projetos selecionados. me inscrevi como colaborador do projeto Frame Seductions, do artista Pierre Proske [Australia] e, embarcando para Lima, me integrei à equipe de colaboradores formada também por Federico Andrade [Argentina - coletivo Modular], e Billie Pate [EUA].

em Frame Seductions, desenvolvemos uma obra audiovisual interativa em que porções de um vídeo panorâmico eram exibidas de acordo com a posição relativa do interator diante da tela. assim, a movimentação dos visitantes no espaço modificava a porção da imagem que era visualizada, permitindo ver além do quadro da imagem – ao menos virtualmente, pois, ainda que houvesse imagem para além das bordas do monitor, ela tampouco era infinita, possuindo também seu enquadramento. curiosamente, embora Pierre não conhecesse a seguinte referência no momento de idealização do projeto, a relação do interator com a Frame Seductions é justamente aquela que busca, sem sucesso, o personagem de Les carabiniers, filme de Godard, em sua primeira ida ao cinema [ver post antigo marginalia 0.2 - apropriações cinematográficas].

Imagem da instalação Frame Seductions em exposição [foto: medialab-prado flickr].


meu interesse no trabalho de Pierre estava desde o início ligado tanto à identificação de certa similaridade da proposta conceitual do trabalho que desenvolvemos no projeto marginalia quanto a um interesse pessoal e do marginalia em trabalhos com novos meios que estejam intrinsecamente relacionados e reflitam sobre os “velhos meios”. no caso de Frame Seductions, trabalhamos com o enquadramento, um dos elementos mais fundamentais das artes visuais e, em particular, da imagem técnica e do cinema. é justamente pelo ato de enquadrar que o realizador estabelece as duas dimensões de maior importância para a linguagem cinematográfica, o campo e o fora-de-campo; o visível e o invisível. e, no caso do cinema, o fora-de-campo possui ainda um papel desestabilizador da cena filmada, constituindo um dos elementos mais importantes da elipse na gramática fílmica e da criação do suspense – haja visto Janela indiscreta, de Alfred Hitchcock.

na concepção e execução de Frame Seductions, buscamos trabalhar conceitualmente tais questões através de um jogo de tensões entre o campo e o fora-de-campo que se operava no momento da interação. em nossas discussões, entendemos que a mobilidade do enquadre não significa a extinção destas tensões, mas sua potencialização. e foi neste sentido que trabalhamos as imagens de vídeo e as respostas do sistema à participação do interator.

minhas atribuições práticas no desenvolvimento do projeto foram relacionadas à produção e processamento do vídeo, estudando distintas técnicas para a criação de vídeos panorâmicos, bem como distintas compressões que melhor permitissem o rápido processamento pelo sistema. a programação foi desenvolvida por Pierre utilizando a biblioteca openFrameworks a partir de algoritmos de detecção e rastreamento de faces. ao longo do processo, pude trabalhar também na concepção e esquematização de certa modularidade da imagem de vídeo, segmentando-a em seções que fossem trocadas quando o observador não as estivesse vendo. dessa forma, a imagem do fora de campo tornou-se menos estável, criando algumas interessantes surpresas no decorrer da interação. [mais informações sobre o projeto na wiki do workshop].


Teste de técnica para vídeo panorâmico baseada na técnica de slit scan.


Teste de técnica para vídeo panorâmico realizado com três tomadas de uma mesma câmera.


no final do workshop, tive também a oportunidade de colaborar brevemente no projeto Masa, de Andrea Sosa [Argentina] e Rolando Sánchez [Peru], prestando consultoria em compressão, resolução e outros aspectos técnicos de vídeo.

como atividade paralela do workshop, participei também da Pecha Kucha Night de Lima, junto com os demais colaboradores. Pecha Kucha é uma modalidade de apresentação de projetos em que cada participante deve utilizar 20 slides que são programados para durarem exatamente 20 segundos, totalizando um tempo máximo de apresentação de 6min40. buscando trabalhar diretamente sobre as limitações impostas por este formato, entitulei minha apresentação “0.05 fps” e apresentei imagens de meu vídeo “Paik for Kids” enquanto falava um pouco sobre minhas motivações para trabalhar com audiovisual e novos meios. a resposta à apresentação foi muito boa, e ela acabou saindo no site Pecha Kucha Daily, da comunidade Pecha Kucha mundial.

participar do workshop em Lima, foi uma experiência de aprendizado, colaboração e investigação incrível. construiu-se, de fato, um ambiente perfeito para a experimentação coletiva e espero poder participar de outras edições do evento. foi excelente também conhecer os demais participantes – pessoas com interesses próximos aos nossos de outras partes do mundo, em especial na América Latina. quem esteve lá me ouviu falar algumas vezes de como nós latino-americanos [e em particular brasileiros!] conhecemos muito pouco do que ocorre à nossa volta e por isto perdemos excelentes oportunidades de trabalhar em conjunto com nossos vizinhos de continente. espero que os contatos estabelecidos na Argentina, Chile, Peru, Colômbia e México possam se desdobrar em parcerias e projetos conjuntos num futuro próximo.

+ + + + + + +